Uma demonstração circense

Não fosse o caso de ser uma situação verdadeiramente dramática e com contornos de exaustão seria bem comparada a gestão de uma associação de bombeiros com um verdadeiro espetáculo circense.

Pelo absurdo da situação, mesmo assim, atrevemo-nos a comparar essa gestão ao circo. Aqui, como nas associações, há múltiplas tarefas, números a apresentar e a executar, sem rede, com mortais, outras manifestações de malabarismo, acrobacias e algumas “palhaçadas”.

Transpostos para uma associação esses números “circenses” repetem-se todos os dias para manter o equilíbrio, garantir a performance e a qualidade do que se faz nos bombeiros. São números permanentes que, como no circo, exigem preparação, coragem, disciplina, alguma doideira e, como agora soe dizer-se, muita resiliência.

No circo o número dos palhaços ocupa uma posição cimeira e, como sempre, o palhaço pobre reúne as simpatias de todos, mas sem que quem assiste lhe consiga valer. Assim estão, mal comparados, os dirigentes das associações, a cumprir tarefas arriscadas e a executar peripécias que fazem inveja ao palhaço pobre, ao rico também, ainda aos trapezistas e, por que não, aos mágicos.

O dirigente das associações executa todos esses números. No circo os artistas fazem-no para fazer rir ou gerar o espanto. Nas associações os dirigentes executam os seus números para o bem comum.

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