Uma cegueira indisfarçável

Nos últimos dias, um dirigente partidário prometeu que caso ganhe as legislativas o ordenado mínimo irá para 1110 euros, com o que em teoria todos concordarão.

O problema é que importa saber como será possível corresponder a essa justa promessa sem que estejam acautelados os meios para a satisfazer.

No caso das associações humanitárias de bombeiros voluntários, esse aumento, mesmo que mais que justo, afigura-se difícil de concretizar. Não porque não se queira, mas porque não se consegue.

As duas últimas atualizações do ordenado mínimo já constituíram para as associações um obstáculo difícil de transpor. Agora, insistir sem que esteja ultrapassado o subfinanciamento delas é prova de verdadeira cegueira indisfarçável.

É fácil prometer sem garantir ou provar como vai ser possível lá chegar.

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