Os Bombeiros estão disponíveis, mas exigem organização nos transportes inter-hospitalares. Apontam a ausência de uma articulação nacional estruturada, a sobreposição de competências entre entidades envolvidas e a utilização ineficiente dos recursos disponíveis. Quase 80% dos corpos de bombeiros efetuam transporte inter-hospitalar, muitas vezes solicitado via CODU/INEM e, em 86 % dos casos, sem qualquer acordo ou contrato com algum hospital.
Este é um dos resultados de um estudo elaborado no seio da Liga dos Bombeiros Portugueses por uma equipa dos bombeiros, constituída por três médicos, dois enfermeiros e três dirigentes, e apresentado no recente 45 º Congresso da confederação.
Para o transporte inter-hospitalar os Bombeiros defendem uma organização uniformizada, um modelo de gestão e financiamento concretos que, à partida, salvaguardem a sua sustentabilidade financeira tendo também em conta a frequência, as origens e os meios atuais de ativação desse serviço.
À partida, os Bombeiros dispõem de equipamento diferenciado para esse serviço mas importa que, a montante, ele esteja organizado devidamente em termos nacionais e não à mercê de cada entidade.

