Os órgãos sociais da LBP para 2022/2026 cumpriram 100 dias desde a sua tomada de posse em janeiro último. Os 29 elementos que os compõem continuam determinados e motivados para prosseguir o seu trabalho.
“Aos Bombeiros o que é dos Bombeiros” é o objetivo, pondo termo a derivas recentes ou passadas que os pretenderam substituir ou por em causa e que passam a ser intoleradas e intoleráveis.
Em entrevista de uma hora, em direto no Facebook, precisamente no dia em que se completavam os 100 dias, 18 de abril, o presidente da LBP, António Nunes, faz um balanço dinâmico de tudo o que foi feito e o que está a decorrer.
Aumento de Combustíveis
- “Vamos encontrar uma solução para os combustíveis, que representam um encargo acrescido mensal de 620 mil para as associações”.
- “As associações do interior acabam por ser as mais prejudicadas”.
- “O Governo já encontrou medidas para outros setores e agora tem que encontrar para os bombeiros”.
Subfinanciamento crónico
- “A única solução é ter contratos-programa com o Estado, incluindo Central e Local, e apenas um interlocutor: Ministério da Administração Interna (MAI). Ele depois que fale com os das Finanças, Saúde e Ambiente, entre outros”.
Socorro pré-hospital (INEM)
- “O preço real do serviço prestado pelos bombeiros fica muito aquém do que o INEM transfere”.
- “Dos 123 milhões de euros que o INEM arrecada com seguros apenas 37 milhões chegam aos bombeiros”.
Transporte de doentes
- “Em 2012 fez-se um congresso extraordinário pela mesma razão”.
- “Está em causa uma tabela de 2012 revista em novembro de 2021, que não vem cá para fora e que deverá ainda ter em conta não só o aumento dos combustíveis mas outros fatores, inclusive o ordenado mínimo”.
Veículo dedicado ao transporte de doentes (VDTD)
- “Chamar-se ambulância ou não é, pelos vistos, o único problema, mas causa muitos outros e graves”.
- “Alterou-se a nomenclatura da viatura para VDTD e a Brisa, com base nisso, não dá portagem gratuita, mas não percebe que as funções da viatura são as mesmas de antes e que não constituem qualquer perda de receita para a empresa”.
Comando macional de bombeiros
- “É um tema central, não queremos ser tratados de forma diferente, queremos ser tratados como os outros”.
- “O que aconteceu em Vendas Novas foi uma usurpação, numa formatura de bombeiros comandada por um não bombeiro, uma das muitas razões para a existência e a lógica do comando nacional”.
- “Não está em causa a coordenação pela Proteção Civil, mas o comando é sempre nosso”.
- “Não temos nada contra a GNR, mas foi criada para outras funções no âmbito da Proteção Civil que não estas”.
- “No terreno o que acontece é os bombeiros fazerem de reguladores de trânsito quando a GNR não está no local, mas está a combater incêndios florestais”.
- “Os bombeiros devem regressar aos helicópteros com certificação adequada para o efeito”.
2017 não se repete
- “Não tem sentido que o único elemento do sistema da proteção civil sentado no banco dos réus seja um bombeiro, e tudo faremos para que seja ilibado”.
- “Não vai acontecer o mesmo que em 2017, não vamos aceitar que os bombeiros sejam responsabilizados, seremos os primeiros a denunciar que a estrutura de resposta não está preparada para aquele tipo de incidente”.
- “Passamos muito tempo a fazer relatórios”.
- “Queremos bombeiros bem preparados, com carreiras definidas e condições de trabalho”.
- “A idade média das viaturas não pode ser 20 anos quando noutros países é de 10/15 anos”.

