O secretariado do Conselho Executivo (CE) da LBP manifestou esta semana preocupação pelo o número de incêndios florestais que já se verificaram desde o princípio do ano de forma anómala, o período de seca que está a assolar o país e a urgência do reforço de meios necessários para fazer frente ao período tradicional de fogos florestais e rurais.
A LBP está disponível para participar na abordagem dessas questões, mas adverte, desde já, para que não se lembrem de vir pedir responsabilidades aos bombeiros, que não lhes dizem respeito, sobre o que possa vir a acontecer nos incêndios florestais no tocante à vigilância e à prevenção. Os bombeiros estão cá para trabalhar, são generosos e abnegados, mas não podem ser bode expiatório ou desculpa para falhas no sistema.
Os bombeiros só atuam no combate quando tudo o que está para trás não se fez ou falhou e, por isso, entendem que cada um deve responder por aquilo que lhe diz respeito e de que é responsável. Os bombeiros respondem sempre pelo que fazem, mas não admitem que outros se tentem descartar neles.
Sobre o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2022, a LBP defende que o tema já devia ter sido debatido e acordado entre todos os intervenientes e que a diretiva financeira associada e outras disposições anexas exigem ponderação cuidada e atempada e que a confederação só irá anuir depois da prévia discussão e os acertos que considere fundamental para o êxito da missão, a segurança dos bombeiros e a salvaguarda do seu impacto financeiro nas associações humanitárias.
Tudo indica que 2022 vai ser um ano seco e, por isso, segundo a LBP, o DECIR deve refletir a situação e o aumento dos riscos associados. A LBP considera ainda que se deve concentrar, neste momento, todos os esforços de planeamento e posteriormente de execução nas fases da prevenção (incluindo limpeza de matos e caminhos), preparação de pontos de água e um forte dispositivo de vigilância e controlo de acesso a áreas sensíveis.

