Bombeiros querem resultados concretos sobre o seu financiamento

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) afirmou, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Almodôvar, que o financiamento das associações que mantém os corpos de bombeiros deixou de ser um alerta para passar a ser um imperativo urgente.

Segundo António Nunes, que falava numa sessão organizada pela Federação de Bombeiros do Distrito de Beja, “tem de haver a consciência não só dos membros do governo, mas dos políticos da nação, de que têm que apoiar os seus bombeiros voluntários, pois, se não o fizerem a curto prazo, nós todos, contribuintes eleitores, vamos ter que mudar o paradigma dos nossos bombeiros”.

O presidente da LBP lembrou que, quer os pressupostos, quer o montante em jogo, estão muito longe das necessidades reais das associações e da sua operacionalidade. Em concreto, a fórmula usada para o cálculo do apoio baseia-se em pressupostos de 2015 e estamos em 2023, e o montante de apoio fica aquém da TSU que as associações têm que pagar todos os anos. Em 2024 fala-se num apoio de 32,6 milhões para um montante de TSU a pagar superior a 35 milhões. Recorde-se que, no passado, uma parte do apoio do Estado destinava-se a pagar integralmente a TSU.

Para António Nunes, “estamos no momento próprio, talvez até um pouco atrasados, mas ainda podemos recuperar e repensar o financiamento dos bombeiros, porque sem associações humanitárias, os corpos ativos vão ter dificuldade em continuar a desenvolver a sua atividade, pois são as associações que batem a todas as portas, um pouco de mão estendida, e por isso gostaríamos que os políticos da nação também tivessem o mesmo carinho que a população tem pelos bombeiros”.

“Estamos capacitados para exigir mais do que aquilo que temos exigido e vamos fazê-lo para bem dos Bombeiros”, adiantou o presidente perante os dirigentes e comandos do distrito de Beja.

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