A LBP não está contra a atualização do ordenado mínimo, antes pelo contrário, mas teme o impacto que isso terá nas contas das associações humanitárias em 2024.
Segundo o cálculo feito pela LBP essa atualização terá um impacto negativo de 10 milhões de euros, sem que se vislumbrem meios, receitas ou apoios, para fazer face a isso.
Este e outros impactos negativos, como o caso do aumento dos combustíveis e de outros custos associados à operacionalidade dos bombeiros, têm sido tema das reuniões da LBP realizadas nos últimos dias, ou a realizar próximo, com os partidos parlamentares, PSD, PS, PCP, IL e Chega, no âmbito do Orçamento de Estado para 2024.
O receio da confederação é que os aumentos que se venham a verificar a favor das associações humanitárias, mesmo assim, fiquem aquém do défice crónico e do subfinanciamento em que têm subsistido.
Segunda-feira passada, à noite, a LBP reuniu o seu conselho executivo por videoconferência e na noite seguinte realizou nova videoconferência informal, agora com os seus órgãos sociais e as federações distritais, da Madeira e dos Açores para debater esse conjunto de questões.

