LBP-banhistas

Bombeiros há mais de um século no apoio aos banhistas

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) saúda as associações e corpos de bombeiros que hoje, mais uma vez, arrancam com o apoio aos banhistas das praias marítimas e fluviais, em complemento dos nadadores salvadores existentes ou, em muitos casos, na falta de outros meios e até fora das áreas concessionadas.
Várias associações, e com acordos de vários tipos, seja com as autarquias locais ou outras entidades e patrocinadores, retomam um dispositivo diversificado em função dos meios e das necessidades mas sempre na lógica de reduzir a zero o risco de frequentar as praias onde estejam presentes. Há casos de associações que, antecipando-se ao dia 1 de junho, data oficial da abertura da época balnear, já começaram em maio essa operação de prevenção e socorro.
Cacilhas, Aguda, Espinho, Tavira, Carcavelos, Esmoriz são alguns exemplos de associações que há muito tempo, caso de Cacilhas há mais de um século, têm como mote e até símbolo o serviço no mar.
Longe vão os tempos em que os Bombeiros de Cacilhas se faziam à estrada, a pé, à sexta-feira para rumarem aos areais da Caparica para ali montarem a sua tenda e, sábado e domingo, prestarem apoio aos banhistas.
Os Bombeiros de Esmoriz, por exemplo, há 23 anos consecutivos que mantém um recorde notável: zero mortes nas praias vigiadas pelos seus nadadores-salvadores.
A intervenção nas praias têm exigido aos bombeiros o apetrechamento permanente com novos meios e equipamentos, por vezes com apoio autárquico, de privados, a expensas próprias ou do próprio Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). Este em concreto, de quem se esperariam todos os apoios necessários, por limitações da própria Marinha, tem sido quem menos apoio tem dado aos bombeiros. Aliás, há anos atrás, o ISN foi às associações buscar as viaturas e equipamentos que ali se mantinham sem qualquer justificação.
No caso da Aguda, por exemplo, os bombeiros apenas se têm socorrido dos meios próprios já que, segundo eles, os disponibilizados pelo ISN encontram-se em Lisboa para reparação desde 2016.

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