O Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses (CN/LBP) iniciado sábado passado na Figueira da Foz vai ter continuidade na mesma cidade nas próximas semanas.
A complexidade dos temas em debate, seja das repercussões do aumento dos combustíveis como também os critérios seguidos para as viaturas para combate a incêndios florestais a distribuir através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ou o próprio Regulamento de Fardamentos há muito esperado, são três deles, que o CN entendeu merecerem mais tempo de análise e ponderação na decisão, remetendo-as para a continuidade da reunião do CN.
Os conselhos nacionais, entretanto, aprovaram por maioria, com sete abstenções e oito votos contra, o Relatório e Contas de 2021 da LBP.
O défice do Fundo de Proteção Social do Bombeiro, provocado pelas sucessivas transferências do Estado desde 2013 sempre abaixo das transferências efetuadas para os bombeiros, nomeadamente, para creches, propinas e pensões de sangue, foi outro tema abordado e detalhadamente sustentado na apresentação do presidente da LBP.
Durante o CN, o presidente António Nunes alertou para o facto de, em função da análise feita pela LBP, os Bombeiros em Portugal sofrerem de um défice estrutural de 73 milhões de euros considerando o que recebem de várias fontes e os custos reais de funcionamento.
Esta análise testemunha de forma simples e muito concreta o “estado da arte” no mundo dos bombeiros, que só um novo real e verdadeiro modelo de financiamento pode atalhar.
Neste encontro, o presidente da LBP anunciou que, na próxima semana, vai exigir ao Instituto de Emergência Médica (INEM), para já, o pagamento de uma 13.° mensalidade a cada associação ou corpo de bombeiros com Posto de Emergência Médica (PEM) ou Reserva.

