Há um ano, em 3 de setembro de 2025, ocorreu o trágico acidente com o Elevador da Glória de que resultaram 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades. Poucos minutos depois chegavam as primeiras ambulâncias dos bombeiros ativadas pelo CODU/INEM, pouco depois reforçadas com outros meios, nomeadamente do próprio INEM. Os primeiros a chegar acionados pelo CODU nem eram de Lisboa mas encontravam-se ali em trânsito de regresso à origem.
No dia 3 de setembro de 2026, os Bombeiros não chegaram nem foram convidados para a inauguração do memorial que passa a lembrar o sucedido.
Estranho sucedido, também, este de não convidar quem lá esteve a socorrer, lamentável até, mas que não belisca, nem o sentido do dever, nem a consciência dos que efetivamente estiveram na Calçada da Glória há um ano para prestar socorro.
Fica-nos a dúvida, se estamos perante um mero esquecimento protocolar, sempre lamentável, ou outro, na sequência de alguma intenção de reescrever a história da cidade onde os bombeiros voluntários têm um passado glorioso, mas que não tem sido tido em devida conta. Lembre-se que a mais antiga associação de bombeiros portuguesa (Voluntários de Lisboa) nasceu precisamente em Lisboa. Lembre-se ainda que a história desta e das restantes sete associações da capital está cheia de feitos na defesa da cidade e dos seus moradores em apoio ao RSB.
Imagem | Facebook Carlos Moedas

