Um até sempre

A nossa existência, nomeadamente de dirigentes, comandos e bombeiros, cruza-se muitas vezes com a de outros cidadãos, que nos apoiam, que nos ensinam, que nos desafiam, que nos impulsionam e nos dão o privilégio de com eles fazer tantas coisas em prol do bem comum, sem dúvidas ou tibiezas. Nestas circunstâncias nem tudo são vitórias, nem tudo são objetivos alcançados. Mas em toda essa experiência humana, alimentada por sólida espiritualidade, há sempre ganhos, pelo que se alcançou mas também pelo que, não tendo alcançado em definitivo, ao menos, deixou-se rasto e trilho para que outros também o tentem e, quem sabe, saiam vitoriosos.

Eugénio da Fonseca deixou-nos a todos nós tristes. Àqueles que não o conhecendo diretamente, pelo menos, reconheceram-lhe nas intervenções na comunicação social a firmeza de princípios e valores na defesa dos mais pobres e desprotegidos, sem discurso piegas ou lamechas, mas convicto da luta por eles, inclusive, da missão de ajudá-los a conhecerem os seus direitos. Àqueles que com ele privaram no direto em todas as instituições em que sempre deu o seu melhor fica também tristeza, mas, acima de tudo a convicção de terem trabalho com um homem bom, com muitas certezas sobre as necessidades a suprir e sobre a capacidade que a comunidade deve ter em olhar pelo seu semelhante. Foi um lutador intrépido, que muitas vezes só se vê ou reconhece em outras guerras, e desafiou-nos permanentemente a acompanhá-lo.

Em especial, a Liga dos Bombeiros Portugueses acompanhou-o na cofundação da Confederação Portuguesa do Voluntariado ciente da importância de juntar, agregar todos aquele que desenvolvem o voluntariado na sociedade portuguesa. Foi mais um desafio a que Eugénio da Fonseca se devotou com convicção e empenho deixando marca indelével, mas firme em todos nós.

 

Imagem | Agência ECCLESIA/MC

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