O INEM persiste em excluir do novo protocolo com a Liga dos Bombeiros Portugueses as motas de socorro dos bombeiros incluídas no atual protocolo, com resultados muitos positivos na prestação do socorro. A frente de praias entre a Caparica e a Fonte da Telha é um dos casos de sucesso, operado pelos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.
Várias vezes, a Liga dos Bombeiros Portugueses fez saber ao INEM que está contra a exclusão das motas, face aos resultados obtidos quer em 2025, quer já em 2026. Aliás, ao contrário, a Liga defende a extensão do protocolo a outras associações com motas, nomeadamente, nas áreas metropolitanas.
As três motas protocoladas com as associações de Cacilhas, Queluz e Portuenses foram acionadas em 2025 pelo CODU para 1809 intervenções (Cacilhas 990, Portuenses 439 e 380 Queluz). Nos primeiros seis meses do corrente ano as motas foram já acionadas pelo CODU para 912 casos (Cacilhas 483, Portuenses 178 e Queluz 251).
Segundo informação dos corpos de bombeiros em causa, apesar da anunciada intenção do INEM em denunciar os protocolos, os motociclos de socorro continuam a ser acionados pelo CODU. No caso do Voluntários Portuenses, em particular, o CODU solicitou até um dia que a mota se mantivesse operacional, mesmo fora do horário protocolado.
Para a LBP, é relevante ter em conta que em muitos casos, a mobilização adiantada da mota de socorro, e a sua chegada ao local, permite, após avaliação da vítima/doente, abortar a mobilização de uma ambulância, ficando esta assim imediatamente disponível para outra ocorrência.

