Bombeiros marcaram posição no Dia Nacional

As comemorações do Dia Nacional do Bombeiro ocorreram entre 29 e 31 de maio em Paredes, Porto, incluindo o tradicional acendimento da Pira, exposições temáticas, missa solene celebrada pelo bispo do Porto com a presença dos estandartes das associações do distrito do Porto e sessão solene em parada com atribuição de condecorações.

O programa incluiu, como habitualmente, a entrega do Prémio Bombeiro de Mérito 2025, neste caso atribuído, ex-aequo, a três bombeiros, José Pessoa, bombeiro de 2ª dos Bombeiros Voluntários de S. Pedro da Cova, a Amílcar Vianez, bombeiro de 2ª dos Bombeiros Voluntários Pinhelenses, e João Pedro Sousa, bombeiro de 3ª dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, Açores. Todos eles são credores de respeito, admiração e reconhecimento pelos atos que praticaram com risco da própria vida.

As Menções Honrosas do Prémio foram também entregues, à Câmara Municipal de Marco de Canavezes, ao presidente da Federação de Bombeiros dos Açores, da Associação do Faial e dirigente da LBP, Braia Ferreira, aos comandantes José Morais, Paredes, e ainda a Sérgio Silva, Marco de Canavezes, ao Grupo Alves Bandeira e a Ricardo Leão, enquanto personalidade da sociedade portuguesa.

No caso do bombeiro de S. Pedro da Cova, José Pessoa, o galardão assinala o resgate feito no Rio Ferreira dos cinco ocupantes de uma viatura localizada no leito, com três menores e dois adultos no interior, em 7 de dezembro de 2025. Por dez vezes teve que, contra a força das águas, fazer o percurso entre a viatura e a margem. Foi uma operação arriscada e complexa onde o bombeiro, a atuar entre a viatura e a margem do rio, contou, a partir desta com o apoio dos restantes bombeiros presentes.

O bombeiro dos Pinhelenses Amílcar Vianez, em 21 de agosto de 2025, desempenhava a missão de motorista de uma viatura da sua associação integrada no dispositivo de combate a incêndios florestais. Devido à rápida progressão do fogo e elevada intensidade das chamas a viatura viu-se subitamente envolvida por elas. Num ato de elevada bravura e presença de espírito o bombeiro tentou tirar a viatura da zona crítica evitando assim graves consequências para os bombeiros presentes. Fruto da sua ação sofreu queimaduras graves na face e nos membros superiores que obrigaram à sua evacuação helitransportada para os hospitais de Coimbra.

O bombeiro de Ponta Delgada, João Pedro Sousa, em 4 de dezembro de 2025, em plena noite, procedeu ao resgate de um náufrago que estava a ser arrastado para o alto mar a partir do cais dos cruzeiros local. O bombeiro, com formação de nadador-salvador, lançou-se ao mar e alcançou a vítima a cerca de 180 metros do cais no meio do negrume da noite e com o risco da própria temperatura da água. A prestação do socorro, tendo em conta essas condições, antevia-se muito difícil. Alcançada a vítima com o apoio reduzido de lanternas e orientação verbal da margem foi possível resgatá-la e recuperar o náufrago e o bombeiro para o interior de uma embarcação da Autoridade Marítima. A vítima, de nacionalidade estrangeira, foi então estabilizada pelos bombeiros e encaminhada para o Hospital do Divino Espírito Santo, de Ponta Delgada.

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