Após a divulgação, pelo Ministério da Administração Interna (MAI), da lista dos corpos de bombeiros beneficiados com novos veículos patrocinados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ao abrigo do Programa Mais Floresta, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) questionou os critérios utilizados para a seleção dos beneficiários bem como o reduzido número de veículos a entregar aos bombeiros de Portugal, quando as necessidades estão identificadas e pedem bem mais que 81 veículos de combate a incêndios.
A LBP considera que a distribuição das viaturas por distrito é desajustada face ao equilíbrio operacional desejável, tendo em vista o esforço nacional dado que se verificam claramente significativos desequilíbrios entre os vários corpos de bombeiros do território continental.
Da mesma forma defende que a atribuição de meios aos corpos de Bombeiros, deve ter por base critérios representativos de diferenciadas realidades operacionais, como aliás foi sugerido, oportunamente, pela confederação à secretária de Estado da Administração Interna, consensualizados, previamente, entre a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Associação Nacional de Municípios (ANMP).
O conselho executivo da LBP propôs ao conselho nacional operacional um estudo que analise toda a problemática que envolve a atribuição de veículos e esclareça em definitivo as discrepâncias dessa lista. Contra os critérios que foram criados pelo MAI para a atribuição há associações com veículos com menos 20 anos contempladas e outras, o exemplo de uma com dois veículos respetivamente com 28 e 48 anos, que não foram escolhidas.
O estudo que a LBP quer fazer pretende também ver esclarecida a atribuição de 95 veículos em 2009 e que acabaram por ser apenas 78 em 2011. Importa saber onde estão os 16 em falta e se estão ou não considerados nos atuais 81.
Esta questão levou então o Conselho Nacional Operacional (CNO) a reunir de imediato. Nesse encontro, muito participado, os conselheiros não deixaram de congratular com a distribuição de 81 veículos aos Corpos de Bombeiros, mas consideram-nos ainda que insuficientes para atendar às necessidades mínimas. Da mesma forma os conselheiros nacionais deliberaram promoverem, a nível distrital, o levantamento de casos que revelem discrepâncias.
No documento subscrito por todos os participantes ficou claro o desagrado pelo facto da LBP não ter sido auscultada na elaboração dos critérios de distribuição dos veículos, nem tão pouco aceites as sugestões de melhoria apresentadas.
Assim, o CNO pugna “pela elaboração de um plano de reequipamento dos bombeiros, atualizado anualmente, para servir de suporte futuras atribuições de veículos e também de equipamentos”.

